Intercâmbio começa antes do embarque: você preparou a mala. Mas e a cabeça?

Quando pensamos em intercâmbio, é comum começar pelo que precisa ser resolvido: escolher a escola, pesquisar o destino, organizar os documentos, fazer as contas, comprar a passagem e preparar a mala. Mas existe uma parte dessa preparação que não aparece em nenhuma checklist: a emocional.

Porque decidir morar fora também pode trazer dúvidas, ansiedade e sentimentos que parecem contraditórios.

“Será que estou fazendo a escolha certa?”

“E se eu sentir muita falta de casa?”

“E se eu chegar lá e quiser voltar?”

Essas perguntas podem aparecer antes mesmo do embarque. E não significam necessariamente que você não está pronto para viver essa experiência.

Você pode querer ir e sentir vontade de ficar

Uma das coisas mais difíceis de entender sobre morar fora é que sentimentos diferentes podem existir ao mesmo tempo.

Você pode estar animado para conhecer um novo país e, ainda assim, sentir medo.

Pode estar feliz com a oportunidade e sentir saudade da sua família.

Pode amar a sua nova rotina e, em alguns momentos, querer voltar para o que é conhecido e confortável.

Essa mistura de sentimentos é mais comum do que parece. A experiência de morar fora envolve mudanças emocionais, além de todas as mudanças práticas.

E talvez o mais importante seja entender que sentir essas coisas não significa que você tomou a decisão errada.

Escolher um destino também é entender o que você busca

A preparação emocional começa antes mesmo de escolher para onde ir. Em vez de pensar apenas no país que parece mais interessante, vale olhar para o seu próprio momento de vida.

O que você espera desse intercâmbio? Quer estudar inglês? Trabalhar? Ter uma experiência profissional? Conhecer outras culturas? Viajar? Fazer uma graduação? Viver uma experiência diferente antes de voltar ao Brasil?

Quanto mais claro você estiver sobre o que procura, mais fácil pode ser entender quais destinos e formatos de intercâmbio fazem sentido para você.

Não existe um destino perfeito. Existe o destino que combina com os seus objetivos, possibilidades e expectativas.

Não tente transformar o intercâmbio em uma experiência perfeita

Talvez você já tenha imaginado como será sua vida fora. As amizades, os lugares que vai conhecer, o trabalho, as viagens, a rotina…

Mas a realidade provavelmente será um pouco diferente. E isso não é necessariamente ruim. Haverá dias incríveis e outros completamente comuns. Você pode passar por uma semana em que tudo parece estar dando certo e, alguns dias depois, sentir saudade de casa. Pode descobrir que gosta de algo que nunca imaginou ou perceber que algumas das suas expectativas não faziam tanto sentido.

O intercâmbio também é isso: descobrir quem você é em um contexto diferente daquele que sempre conheceu.

Dê espaço para as dúvidas

Nem toda dúvida precisa de uma resposta imediata. Às vezes, quando estamos diante de uma decisão grande, queremos ter certeza absoluta antes de dar o primeiro passo. Mas talvez essa certeza nunca apareça.

Em vez de perguntar apenas “e se der errado?”, tente também pensar: “E se der certo?”. E se essa experiência trouxer oportunidades que você ainda não consegue imaginar? E se você descobrir uma nova profissão, fizer amizades para a vida toda, ganhar mais independência ou simplesmente voltar para casa enxergando sua própria vida de outra maneira?

Planejar é importante. Mas também é preciso aceitar que parte da experiência só será descoberta quando você estiver vivendo.

Prepare a cabeça para uma experiência que vai mudar você

O intercâmbio não precisa ser perfeito para ser importante. Você não precisa embarcar sem medo, sem dúvidas ou com tudo completamente resolvido.

Pode ir animado e inseguro.

Pode sentir saudade e, ao mesmo tempo, estar feliz.

Pode amar morar fora e ainda sentir falta de casa.

Esses sentimentos não anulam uns aos outros.

Por isso, além de preparar documentos, orçamento e mala, talvez uma das melhores formas de se preparar seja dar espaço para tudo o que você pode sentir durante essa experiência.

Porque o intercâmbio começa antes do embarque.

Começa na decisão de sair do conhecido, enfrentar as dúvidas e descobrir o que existe do outro lado.

Você está preparando só a mala ou também a cabeça para essa nova fase?

Se você está planejando seu intercâmbio e percebe que, junto com a animação, também surgem dúvidas, medos e inseguranças, saiba que você não precisa passar por tudo isso sozinho.

A Gabriela do Valle, psicoterapeuta intercultural na Austrália há 8 anos, pode te ajudar a olhar para esse momento com mais clareza e se preparar emocionalmente para as mudanças que vêm com a decisão de morar fora. Nos envie uma mensagem para agendar uma consulta aqui.

Porque organizar o intercâmbio também é se preparar para tudo o que você vai sentir quando essa nova fase começar.

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