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O cuidado com a saúde durante o intercâmbio pode, muitas vezes, ser deixado de lado por conta da correria do dia a dia. Escola, trabalho, vida social… Tudo isso acaba ocupando boa parte do nosso tempo e, quando percebemos, meses se passaram desde a última vez que fizemos algum exame ou visitamos o médico.

No entanto, é preciso ter atenção para qualquer sinal de alerta que o nosso corpo pode emitir e não apenas ignorar pensando ser o cansaço da rotina nova.

Outubro é o mês de Conscientização sobre o Câncer de Mama – outubro rosa como conhecemos no Brasil. E para falar sobre como as mulheres podem se cuidar e identificar algo diferente durante esse período de grandes mudanças, nosso time conversou com a Dra. Letícia Figueiredo, GP com 15 anos de experiência que atua em Sunshine Coast.

A importância do autocuidado 

Para a médica, cuidar da saúde vai muito além de consultas ou exames. É sobre estar bem fisicamente, mentalmente e emocionalmente. “Quando não cuidamos do corpo, isso impacta diretamente no humor e na disposição para lidar com os desafios do dia a dia”, ela explica. No intercâmbio, essa atenção é ainda mais necessária, já que mudanças de rotina, alimentação e sono podem afetar o equilíbrio.

O autocuidado envolve desde hábitos simples, como manter uma rotina de sono e se alimentar de forma equilibrada, até práticas que ajudam a reduzir o estresse, como meditação e exercícios físicos. O mais importante é criar pequenos rituais que funcionem dentro da sua rotina.

Brasil X Austrália

Um dos pontos que mais causa insegurança é ter que lidar e se acostumar com um sistema de saúde novo e totalmente diferente do Brasil. Isso envolve não apenas a barreira do idioma, mas também o atendimento, questões financeiras e dúvidas sobre se há a possibilidade ou não de realizar determinados exames.

Entre as principais diferenças está que, no Brasil, é comum procurar um ginecologista regularmente e realizar uma série de exames de forma anual. Já na Austrália, o primeiro contato sempre é com o clínico geral (GP), que avalia a necessidade de encaminhamentos. Os protocolos seguem diretrizes baseadas em evidências: não se trata de fazer muitos exames, mas de garantir que cada teste seja feito no momento certo.

De acordo com essas recomendações, mulheres a partir dos 25 anos devem fazer o exame de rastreamento do colo do útero; dos 40 aos 50 anos, mamografia; e a partir dos 50, rastreamento de intestino. Além disso, exames de sangue e de pele podem ser solicitados de acordo com histórico familiar ou estilo de vida. Ou seja: não há um pacote “fixo” de exames todo ano, mas sim um acompanhamento individualizado, segundo a Dra. Letícia.

Prevenção começa com conscientização

Quando falamos em saúde da mulher, a prevenção é a chave — e o Breast Cancer Awareness Month é um lembrete poderoso disso. “O mês de conscientização é fundamental porque chama atenção para o câncer de mama e reforça a importância da detecção precoce. Também mobiliza recursos para pesquisa e mostra apoio às pessoas que estão enfrentando ou já enfrentaram a doença”, comenta a médica.

Além de participar de campanhas de prevenção, ela reforça que o dia a dia também conta: manter peso saudável, evitar cigarro e excesso de álcool, praticar atividade física e conhecer bem o próprio corpo são atitudes que fazem diferença. O autoexame das mamas, por exemplo, é uma forma de perceber alterações precoces e procurar ajuda médica rapidamente.

Para mulheres que estão vivendo o intercâmbio, esses cuidados se tornam ainda mais relevantes. Estar longe da família, lidar com o estresse de um novo país e ter mudanças de rotina pode fragilizar o corpo e a mente. “Por isso é tão importante separar um tempo para si mesma, mesmo quando a agenda parece apertada”, lembra a doutora. Pequenas atitudes — como preparar uma refeição saudável, dormir bem ou reservar um momento para relaxar — podem transformar a experiência e dar mais energia para aproveitar tudo que essa nova fase da sua vida tem a oferecer.